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Bruno Scott não esperava receber uma surpresa vinda de seus colegas de trabalho. Era uma forma de carinho e atenção depois de todo o trabalho que ele havia realizado na empresa, por que não uma festa de despedida? Foi o que ele recebeu na W12 Inovações Tecnológicas.

Bruno trabalhava diretamente no produto EVO que era o maior ERP para Academias e centros de treinamento da América Latina. Hoje, como ele conta , eles são o maior do mundo, uma vez que em 2018 passaram pela análise e estruturação de venda para um grupo americano.

Foi assim que foram se livrando dos obstáculos para crescer cada vez mais. O desafio de Bruno na empresa era recuperar uma equipe inteira de atendimento ao cliente. Ou seja, criar e construir toda a visão de Custumer Success em sua essência.  Encontrei uma equipe desacreditada, medrosa e com colaboradores pedindo para sair ou mudar de área. Eu era responsável não só pela equipe mas toda a estruturação estratégica, indicadores de desempenho e resultado de engajamento dos nossos clientes”, revela.

Isso tudo começou, na realidade, lá em novembro de 2017 e Bruno começou a construir uma visão sistêmica dos problemas que iria enfrentar lá dentro. E ainda pensar que em março desse mesmo ano, ele havia enfrentado uma crise de ansiedade e de depressão, o que o fez deixar de acreditar em seu potencial por um tempo.

O que o levantou foi perceber que sua essência e sua forma de ver o mundo o faria voltar a acreditar. “Podemos fazer o que quisermos sendo sempre nós mesmos! Fará diferença no mundo”, diz.

Seu foco, até então, era a construção do ‘setor’ Customer Success, mas ele rapidamente percebeu que o buraco era bem mais embaixo.

“Tínhamos GAP em várias áreas e a comunicação e sinergia entre as áreas eram boas, mas não o suficiente para o que íamos enfrentar”, conta.

“Não dá para chegar como um “louco” tentando mudar ou fazer tudo ao seu modo, pois o único reflexo é afastar seus colaboradores. Esse foi o maior desafio, mostrar que eu vinha com uma visão externa e que eles poderiam confiar. Leva tempo e você precisa ter muita resiliência e acreditar que vai dar certo.”

Felizmente, aos poucos, ele conseguiu conquistar a confiança de sua equipe e com bastante energia e trabalho se ‘direcionou’ para o que precisavam fazer juntos.

“As pessoas se sentiam seguras em ser quem elas são, demonstrando sua essência e qualidade. O medo de errar impossibilita qualquer tentativa de inovação e essa segurança eu consegui construir. Foi um divisor de águas”, diz.

Foi bastante trabalhoso, é claro, afinal, não é tão simples assim começar um trabalho como esse com pessoas até então desconhecidas, demonstrando a todos que você é capaz. Mas ele foi em frente como tinha que ser e, no fim, recebeu um carinho imensurável no seu último dia de trabalho. Certamente foi um momento bastante caloroso.

Para Bruno foi de fato uma surpresa incrível ver todos juntos para se despedir. “Eu sempre fui o cara que fazia festas surpresas para os outros, colocava lenha na fogueira para dar parabéns a alguém que eu admirava. Sempre amei olhar para alguém e descobrir sua essência. Sua obra prima e arte que tem pra entregar ao mundo. Então eu amo enaltecer isso para a pessoa quando enxergo isso nela. E isso ainda não havia acontecido comigo”, conta.

Obviamente, o momento foi de extrema felicidade para Bruno e de uma emoção diferente de qualquer outra, como ele mesmo descreve: “Não dá para comparar a uma vitória num jogo, um nascimento na família, um diploma na mão, pois essas são coisas que você busca e espera alcançar ou são feitos dos outros que lhe trazem uma satisfação. Mas nesse caso, você coloca você, sua essência em seu dia a dia de trabalho, todas as suas energias. Então, quando você é enaltecido por isso. Não há como segurar tanta alegria que vem de dentro.”

Bruno ainda chegou a voltar no tempo ao se encontrar naquele momento de emoção. Lembrando de sua adolescência, ele revelou o que aprendeu que o fez entender um pouco mais do mundo.

“Eu sempre admirava um amigo, um familiar ou colega, uma admiração que eu tinha, mas que não necessariamente a outra pessoa terá por você na mesma intensidade e tamanho. Aprendi que isso faz parte e é normal, podemos apenas aceitar o que a gente pensa e sente”, contou.

Assim, no momento da despedida, com todas aquelas palavras, abraços, mensagens, bate-papos, etc., ele percebeu justamente que o contrário estava acontecendo e assim conseguiu ouvir as pessoas dizerem o quanto ele foi capaz de transformar suas vidas tanto pessoal como profissional e sua visão de mundo. “Algumas chorando de soluçar e me agradecendo de uma maneira muito acima do que eu poderia entender que havia feito por elas. Então foi algo muito mágico”, diz.

Em um vídeo publicado no Linkedin, ele escreveu:

Muitos diriam que foi um fechamento de ciclo. Eu digo que foi a abertura de um novo. São ciclos virtuosos que se unem em elos e nos constroem.

Hoje me despedi da empresa que escolhi trabalhar e me deu o desafio de colocar uma equipe inteira nos trilhos. Deixaram eu ser a minha essência e entregar O todo de quem sempre fui.

Pavimentamos o que, hoje, chamamos de CS. A entrega de resultado não era dúvida, mas o “como” sim. E é essa minha paixão e vocação. Sou apaixonado, não pelo resultado, mas pelo caminho para chegar aonde precisamos.

Me fascina olhar cada um da minha equipe e ver as suas características mais singelas e seus medos. Meu desafio era conseguir trazer essa pessoa à sua melhor versão.

Eu disse na reunião que anunciei minha saída, que busco enxergar a arte que cada um tem para entregar ao mundo. Amo descobrir o que cada artista ali poderia entregar para chegar nos resultados traçados.

Todos os dias me alimentava e absorvia a energia de cada um para poder entregar o melhor. Quantos stress houveram e que eu não podia sucumbir pois a minha responsabilidade era protegê-los. Criei escudos de bom humor e alegria. Sempre acreditei que para ser 100% precisamos nos sentir seguros.

Acredito que consegui e o vídeo registra O MOMENTO mais surpreendente da minha vida!”

O melhor de tudo é o aprendizado todo que Bruno adquiriu durante todo esse tempo, o que o fez perceber que o arrependimento pode ser tratado, na realidade, como um aprendizado. Pelo menos é assim que ele vê a vida, ‘onde não existe fracasso, apenas feedback’.

“É isso, tudo é um ciclo, tudo é um aprendizado, tudo é uma evolução”, revela. E agora mais um ciclo se encerrou em sua vida, o qual deixará muita saudade, é claro. Principalmente das pessoas, como ele conta. Embora recente, a saudade já existe. “Dói um pouco, mas a sensação de que deixei uma mensagem, deixei um pedaço de mim, deixei minha energia me confortam”, conta.

É engraçado, mas muitas vezes coisas que aparentam ser pequenas podem ser capazes de transformar não só o dia, mas a vida de uma pessoa. E foi assim com Bruno.

Assista o vídeo emocionante:

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