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Em junho deste ano, a engenheira eletricista, Jéssica Alves de Macedo, 29, perdeu a mãe, a dona Maria Zélia Alves de Macedo, 56, vítima de um câncer raríssimo. Hoje, o que conforta o coração dela e de toda a família é saber que a mãe não partiu sem realizar o seu grande sonho: casar-se com o companheiro Gerson de Macedo, 56, com quem tinha uma união de mais de 30 anos. A realização desse sonho só foi possível graças aos funcionários do Hospital Paulistano (SP) que não mediram esforços para fazer esse grande dia acontecer!

“O hospital conseguiu fazer com que os últimos dias com ela fossem felizes, emocionantes, e não sofridos. Quando lembramos desse momento, nosso coração se acalma um pouco. É difícil expressar em palavras nossa gratidão com cada um que fez esse momento possível”, afirmou Jéssica.

A batalha da dona Maria contra o câncer foi árdua. Em julho de 2018, ao ser internada para fazer uma simples cirurgia de retirada de pedra na vesícula, descobriu que estava com um câncer raríssimo, colangiocarcinoma.

“Solicitaram biópsia e confirmaram o tão temido câncer maligno, não foi possível identificar onde ele iniciou, pois já estava em um estágio mais avançado”, disse.

Para o tratamento, ela foi encaminhada ao Hospital Paulistano, onde iniciou com as quimioterapias.

“Com a quimioterapia, ela teve uma excelente melhora, o câncer regrediu e após 12 sessões ela já havia voltado à rotina normal de atividades, como se nada tivesse acontecido, foi praticamente um milagre a melhora que ela teve”.

Em fevereiro deste ano ela fez as últimas quimioterapias e o caso da dona Maria tinha sido controlado! “Ela estava muito bem, fazia acompanhamento com os oncologistas e os exames estavam todos bons”, relatou Jéssica.


Dona Maria com as filha Jéssica e Giselle, e o marido Gerson

A volta da doença

No início de maio, dona Maria voltou a sentir dores e mal-estar, precisando retornar com a quimioterapia.

“Ela chegou a fazer alguns procedimentos como paracentese, que retira o líquido acumulado na região abdominal por conta do câncer, mas as dores aumentaram e foi necessária a internação na madrugada do dia 22 de maio”, disse a filha.

Infelizmente, ao internar, dona Maria já não estava mais se alimentando, tinha muita dor e vômitos, o que foi enfraquecendo ela. A doença já estava avançada e as medicações já não surtiam mais efeito.


Em julho de 2018, ao ser internada para fazer uma simples cirurgia de retirada de pedra na vesícula, dona Maria descobriu que estava com um câncer raríssimo, colangiocarcinoma

“Para realizar a quimioterapia era necessário que ela se recuperasse um pouco, ficasse mais forte, mas infelizmente isso não aconteceu. Ela precisou colocar sonda para ajudar a drenar o que o estômago não processava e diminuir os vômitos, como ainda assim não conseguiu voltar a alimentação normal, incluíram alimentação parenteral, pela veia”.

Infelizmente, dona Maria faleceu no dia 17 de junho, mas, pouco mais de uma semana antes, os médicos já tinham conversado com a família para explicar que o caso dela estava muito complicado e que provavelmente a perderiam.


Dona Maria com as filhas e netinha

O sonho da dona Maria

Durante a internação, a madrinha da Jéssica passou algumas noites com a dona Maria, e foi numa dessas noites que ela contou sobre o sonho de se casar no religioso com o companheiro Gerson de Macedo, com quem teve uma união de 30 anos e as filhas Jéssica e Giselle Alves de Macedo, 32.

Mas, como a maioria das pessoas fazem, dona Maria deixou esse desejo de lado e continuou levando a vida. Foi então que a família conversou com o conselheiro espiritual sobre essa vontade e o hospital decidiu realizar esse sonho!

“Meus pais sempre foram muito parceiros, faziam tudo juntos, no hospital, inclusive, meu pai pedia insistentemente para que minha mãe não o deixasse, que ele não saberia viver sem ela”, lembrou Jéssica.

O grande dia!

No dia 15 de junho dona Maria realizou o grande sonho e ganhou uma lindíssima cerimônia <3

“Fomos atrás de vestido e alianças, e o hospital se encarregou de todo o resto com decoração, tapete vermelho, padre, música, convidados, comes e bebes e bolo! Arrumaram a minha mãe, maquiaram e produziram o seu cabelo. Eles não precisavam fazer isso. Não era o trabalho deles, mas fizeram”, relatou emocionada a Jéssica.

“Ter um ente querido em uma situação dessas é bastante doloroso, e esse tipo de atitude ajuda a enfrentar tudo isso de uma outra forma”.

Parabéns ao Hospital Paulistano e toda equipe pela linda ação, tenham certeza de que isso fez muita diferença na vida da dona Maria e de toda a sua família! <3

Crédito fotos: Claudio Botelho Fotografia e arquivo pessoal da família