Qual o custo do seu lucro?

Uma das maiores reclamações de colaboradores sobre seus empregos, é a obrigação de precisarem ser algo que não são para manter-se empregado. Precisarem vestir uma máscara e interpretar um personagem, é altamente desgastante e deprimente.

Quem já viveu ou vive essa realidade pode concordar que o esforço e o gasto de energia é muito maior, pois é preciso se policiar o tempo todo para que seu disfarce não seja descoberto.
A grande pressão por ser de determinada forma, é desgastante e com o tempo a motivação vai caindo drasticamente, até o ponto do colaborador começar a apresentar problemas físicos, doenças, que tem como causa principal o emocional abalado e fragilizado pelo ambiente opressor.


Algumas empresas não sabem o mal que causam com esse tipo de ambiente, onde as pessoas DEVEM ser de uma forma pré-configurada e dita pela companhia, outras até sabem, mas preferem fechar os olhos para esse tipo de situação. As que fecham os olhos começam a trabalhar superficialmente para mostrar que se importam, mas na realidade não se importam. E sabe por quê não se importam? Porque dá trabalho tratar o problema em sua raiz, é um trabalho de médio a longo prazo, não é rápido. E hoje, encontrar quem quer investir esse tempo e esforço para combater a infelicidade no ambiente de trabalho, é raridade.


Mas, se analisarmos a lógica em si, veremos que essa é a melhor forma para se obter mais sucesso e resultados dentro do ambiente corporativo. Veja só, uma rápida análise sobre isso. Se um colaborador parasse de utilizar energia em ser um personagem, e focasse essa energia em sua entrega, teríamos uma entrega de maior qualidade, certo?
Afinal, a preocupação dele passa a ser em concluir uma tarefa, e não “será que estou interpretando corretamente o meu papel?”.


Quando um colaborador tem a liberdade para ser ele mesmo, e é aceito por isso, em um ambiente onde não há julgamentos por sua personalidade, ou estilo de vida, ele passa a ser inteiro. Sua entrega é completa, sabe que está sendo avaliado pela qualidade do seu trabalho, logo, sua dedicação, foco e energia é toda baseada nisso, em seu trabalho.


Ao se dar conta disso, a empresa pode começar a entender o quanto é importante, e vale a pena, estudar e analisar a cultura que vem sido trabalhada na sua empresa, o que precisa ser mudado, o que precisa ser repensado e quais os primeiros passos para tratar a raiz do problema. A mudança de mindset do empreendedor quando se dá conta de que o modelo opressor não funciona mais, principalmente com a nova geração, é o start para que esse modelo de trabalho seja revisto e questionado.


“Eu quero ter uma empresa que lucra através de pressão psicológica exercida nos meus colaboradores?”